Você já parou para se perguntar o quão inclusiva é a sua campanha de Dezembro Vermelho? Neste mês, em que costumamos falar sobre a prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis e principalmente, ao HIV, compartilho uma reflexão que me ocorreu na elaboração dessa campanha.
Como mulher lésbica, eu nunca vi uma SIPAT ou uma campanha de Dezembro vermelho que fizesse sentido para a minha sexualidade. Lésbicas usam preservativo? Sim, só que de uma forma diferente. Mas pergunte a um homem gay se ele sabe a diferença entre Prep e PEP, e faça a mesma pergunta para um homem ou mulher heterossexual, e você pode ter percepções ainda mais aprofundadas de como a conversa prevenção deveria ser mais do que sobre como usar preservativo.
Em contrapartida, não podemos esquecer o quanto a AIDs foi e infelizmente, ainda é associada a comunidade LGBTQIA+, sobretudo aos homens gays e bissexuais. Claro que isso se deve a forma tendenciosa como a epidemia de AIDS foi noticiada nos anos 80. Porém, aí vai uma informação que precisa ser difundida: de acordo com dados oficiais dos cadernos de saúde pública, os homens heterossexuais representam 49% dos casos, os homossexuais 38% e os bissexuais 9,1%.
Quando digo que precisamos falar sobre diversidade e inclusão em outros meses do ano, quero dizer que, dezembro é um mês em que além da conscientização sobre as ISTs, é preciso combater o estigma, não só em torno das pessoas que vivem com HIV, como das pessoas da comunidade LGBTQIA+
Na impossibilidade de trazer especialistas que estejam prontos para falar sobre o tema de forma mais inclusiva e acolhedora, ainda é possível compartilhar o trabalho de profissionais como:
Gisele Palma, sexóloga e influenciadora, que produz conteúdo de educação sexual para mulheres lésbicas.
Doutor Ricardo Kores, médico infectologosta, que com humor e analogias criativas explica sobre a prevenção de ISTS para todas as pessoas.
Diego Moi, personal trainner e especialista em neurocomportamento, que através das redes sociais compartilha sobre como é possível viver bem com HIV, além de se proteger.
Essa reflexão faz sentido para você? Contribua nos comentários!








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