Ganhei essa obra há um ano, mas decidi deixar para ler quando estivesse mais próxima de começar minha monografia para concluir a pós-graduação, e fui muito feliz na minha escolha, pois Megaphones out, Smartphones in se tornou a minha primeira referência de comunicação interna.
Comecemos como de costume neste blog pela apresentação dos autores: Paulo Henrique é formado em Publicidade e Propaganda pela PUC, nascido no Japão, mas mineiro de coração, trabalhou por anos na Coca-Cola Femsa, onde passou por diversos países; Rozália é formada em Jornalismo e Mestre em Administração pela UFMG, e Ph.D em Ciências Sociais pela Sorbonne, trabalhou em uma série de grandes empresas, incluindo o Instituto Arcos Dourados. Os dois se conheciam de vista, mas trabalharam juntos pela primeira vez na Vale.
Logo no primeiro capítulo, Paulo e Rozália já dão o tom de suas visões defendo que a comunicação dentro das empresas é comunicação com empregados e não comunicação interna, e de fato, eles propõem que ela seja interativa e apreciativa ao longo dos capítulos.

Assim, passamos pela história da comunicação interna, sua digitalização, as suas principais funções e desafios (esses são compartilhados não só pelos autores, como por profissionais de várias partes do mundo no capítulo final).
Um dos conceitos mais interessantes trazidos pelos autores é que uma comunicação com empregados eficiente consiste em 3C’s (Clareza, Confiança e senso de Comunidade) e quais ações que podemos realizar para promovê-las, como a utilização de redes sociais, campanhas internas, programas de reconhecimento e a realização de eventos multi-hierárquicos.
É uma obra que para além da teoria, traz soluções, e que apesar de ter sido lançada em 2018, ainda se faz relevante e condizente com cenário pós-pandêmico em que nos encontramos.
Vale ressaltar que para quem quer praticar a leitura em inglês, dá para ler sem Google Tradutor aberto ao lado, e foi publicada também em espanhol.
Abaixo, compartilho os meus quotes preferidos:
“Esses profissionais devem se posicionar como promotores da transformação, começando pela substituição do velho megafone corporativo – uma imagem metafórica para comunicação unilateral e informativa – pelo smartphone – em outras palavras, um dispositivo acessível para as pessoas se conectarem entre elas e com o mundo em torno delas.”
“A expansão do uso das redes sociais dentro e fora das organizações, representa oportunidades para buscar por novos espaços de interação e participação, mesmo que indiretamente ou imprevisivelmente. De qualquer forma, esse fenômeno aparece como um movimento irreversível e de alto impacto para a comunicação, gestão e relações entre interlocutores e organizações”
“Em um mundo volátil ou fluído (para homenagear o grande pensador Zygmunt Bauman), confiança demanda proximidade e compartilhamento dos espaços de vida. De um ponto de vista prático, iniciativas como reuniões informais entre líderes e times, projetos interdisciplinares, sessões de diálogo e escuta, contribuem para um ambiente de confiança entre as pessoas.”
Agora, me conta nos comentários: você já conhecia o Paulo ou a Rozália?
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