Esses dias viralizou no reels do Instagram uma trend assim: “quando eu estou sendo ruim comigo mesma e lembro que estou falando dela”, no caso, falando dela quando era criança.
Engraçado que quando me imaginei fazendo a trend, eu não me lembrei da minha eu criança, mas, sim, da minha eu de 15 anos. Daquela menina tímida e insegura, que fazia pranchinha no cabelo porque não era legal ter o cabelo cacheado, não tirava foto de lado por causa do nariz, não se achava bonita porque os garotos da escola não achavam.
Que era a primeira da turma, sonhava em ser independente, fazer comunicação, em ir embora para São Paulo e conhecer o mundo, mesmo que ninguém conhecido estivesse fazendo isso, que sempre se sentiu estranha e deslocada naquela cidade do interior, e já se autosabotava desde aquela época.
Me pergunto o que ela diria se soubesse onde chegaria e do que era capaz, que quando fosse adulta seria considerada bonita e atraente por homens de verdade. Ah, se eu pudesse voltar no tempo e contar tudo para ela, aqueles populares iam ver só!
Quando eu me lembro dela, eu me sinto realizada, grata por sonhar alto e não deixar de acreditar mim, mesmo quando ninguém acreditava, por bater o pé e não fazer o que os outros queriam, mesmo quando os outros eram minha família. Como diria Brand Urion: Eu sempre tive altas expectativas. E hoje, eu a perdoo pelas escolhas erradas porque se elas não tivessem sido feitas, talvez, eu não tivesse me tornado quem eu sou.
Quando eu me sinto uma impostora, tenho medo e vontade de desistir, me lembro de que ela ainda sou eu, só que agora mais velha e forte. E no fim, eu me sinto amada e abraçada por mim.








Deixe um comentário