Quando eu fiz vinte anos não contei para ninguém. Eu tinha acabado de conseguir o estágio dos meus sonhos, mas o meu aniversário só me fez sentir desânimo, nem festa eu quis.
Talvez porque eu tivesse criado tantas expectativas que não estar formada e morando sozinha fosse decepcionante. Desde então, eu tento criar mais conteúdo e menos expectativas.
Até que meus colegas de trabalho descobriram e para me animar me contaram tudo que eles viveram aos vinte. Aí eu saí da crise e do escritório determinada a fazer tudo que eu ainda não tinha feito. Mas no ano seguinte, a pandemia veio.
Hoje, descendo o feed do facebook, me deparei com o desabafo de uma colega de profissão que parecia estar vivendo a crise dos vinte aos dezenove anos. E nos comentários mais garotas que se identificavam com a situação dela.
A crise dos vinte segue forte, alimentada pela sociedade quando alguém diz que você já tem vinte anos, que já está na hora de fazer tal coisa, ou alguém diz que quando tinha a sua idade já tinha vida resolvida, casa, carro, renda estável…
Em breve eu faço 22 anos, eu ainda não moro sozinha, não casei, não tenho dinheiro sobrando para sair do país, nem para comprar um notebook que rode adobe sem travar toda hora, mas estou no último semestre da faculdade e já não sou mais estagiária.
Desta vez, eu não vou entrar em crise porque eu só tenho vinte e poucos anos e ainda vou fazer tudo o que eu nunca fiz e que eu teria ter feito durante a quarentena (quando ela passar).
E eu espero que você faça o mesmo, que troque o você já tem xx anos por você ainda tem xx anos, pare de se comparar com os outros, acredite em você, nos seus sonhos e realize cada um deles no seu tempo, porque você é jovem e ainda tem muitos anos pela frente, meu bem.
Como diria Taylor Swift: I don’t know about you, but I’m feeling 22, everything will be alright. (eu não sei quanto a você, mas eu estou me sentindo com 22 anos, vai ficar tudo bem).








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