Esse não é um livro sobre comunicação ou publicidade e propaganda, é verdade, porém, como acredito que precisamos falar sobre a questão da igualdade de gênero no ambiente coorporativo e que este livro é uma boa referência para introduzir o assunto, vou compartilhar minha opnião sobre ele.
Sinopse: Chimamanda Ngozi Adichie ainda se lembra exatamente do dia em que a chamaram de feminista pela primeira vez. Foi durante uma discussão com seu amigo de infância Okoloma. “Não era um elogio. ‘Percebi pelo tom da voz dele; era como se dissesse: Você apoia o terrorismo!’.” Apesar do tom de desaprovação de Okoloma, Adichie abraçou o termo e – em resposta àqueles que lhe diziam que feministas são infelizes porque nunca se casaram, que são “antiafricanas” e que odeiam homens e maquiagem – começou a se intitular uma “feminista feliz e africana que não odeia homens, e que gosta de usar batom e salto alto para si mesma, e não para os homens”.

Sejamos todos feministas é uma adaptação de uma palestra feita por Chimamanda, um livro bem pequeno (a minha edição é até de bolso) cuja leitura é fluida, dá a impressão de que você está conversando com a autora. Mas que desmistifica o que é ser feminista e traz uma perspectiva diferente ao explicar como o feminismo também pode libertar os homens.
A Nigéria, país de origem da autora, é mais sexista do que Brasil, no entanto, me identifiquei com a fala de Chimamanda em diversos trechos. E ela vai além, nos levando a refletir sobre a criação dos nossos filhos e a questão de “ser humano” utilizada para invalidar a luta contra o machismo e o racismo.
Meus quotes preferidos foram:

Se repetimos uma coisa várias vezes, ela se torna normal. Se vemos uma coisa com frequência, ela se torna normal. Se só os meninos são escolhidos como monitores de classe, então, em algum momento nós todos vamos achar, mesmo que inconscientemente, que só um menino pode ser o monitor da classe. Se só os homens ocupam cargos de chefia nas empresas começamos a achar normal que esses cargos de chefia só sejam ocupados por homens.

Agora que contei o que eu achei, quero saber o que você achou e fique a vontade para me indicar outras referências sobre feminismo 😉
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