A frase acima é o erro mais conhecido de Confúcio e tem sido repetida como um mantra em diversos livros e palestras motivacionais. Mas, a repetição desse clichê é o menor dos problemas, você já ouviu falar em legitimação da exploração da paixão?

Mesmo pouco tempo depois de ter conseguido recolocação profissional e estar trabalhando com o que eu amo, posso dizer que nem tudo são flores, amo escrever e quero seguir carreira como redatora publicitária, porém, confesso que, às vezes, preciso revisar e refazer o mesmo texto várias vezes e têm dias que a inspiração simplesmente não vem e quero jogar o computador pela janela porque não consigo escrever nada decente mesmo depois de muita pesquisa. E, está tudo bem. O problema acontece quando o amor “romantiza” a exploração no ambiente corporativo.

O amor é cego!

O amor pela profissão pode cegar alguns colaboradores a ponto de aceitarem condições de trabalho exaustivas e práticas abusivas como serem obrigados a trabalhar exageradamente, desempenhar funções que não foram contratados para fazer e o pior: não serem remunerados ou recompensados por isso.

O fenômeno acima é a Legitimação da Exploração da Paixão e é a tese mais importante do artigo: Understanding contemporary forms of exploitation: attributions of passion serve to legitimize the poor treatment of workers (Entendendo formas contemporâneas de exploração: ênfase na paixão serve para legitimar condições precárias de trabalho, em tradução livre) publicado em 2019, por pesquisadores da Universidade Duke, na Carolina do Norte, em conjunto com professores de Psicologia Social da Universidade Estadual de Oaklahoma(EUA).

Amor não paga as contas

Quem nunca ficou em dúvida entre fazer algo que ama ou algo que paga bem que atire a primeira pedra. A verdade é que ninguém quer ganhar mal.

Entretanto, o ideal é saber se dá para viver fazendo o que você gosta e não escolher sua profissão pensando só no salário, tentar encontrar um equilíbrio entre esses fatores.

Fazer o que você ama te fará um profissional mais motivado e feliz, desde que você receba um salário adequado para isso. Mas, não se iluda, mesmo que você faça o que ama, ainda será um trabalho.

“Nenhum CPNJ vale um AVC “- Autor Desconhecido

E aí, concorda?

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a Tuane!

Meus amigos me chamam de Tu, mas eu escrevo sob o pseudônimo Anne. Sou publicitária de seg a sex, escritora e leitora nas horas vagas. Seja bem-vindo ao meu refúgio na internet 😊

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